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Motorista de ambulância relata dificuldade em atendimento a paciente acamado em São Ludgero

Situação envolvendo transporte de morador de terceiro andar chega à Câmara de Vereadores e expõe divergências sobre responsabilidades

Portal Voz Livre
Motorista de ambulância relata dificuldade em atendimento a paciente acamado em São Ludgero Foto: José Luiz Madeira

Ao final da reunião da Câmara de Vereadores de São Ludgero, na última segunda-feira (23), um episódio ocorrido em frente à sede do Legislativo chamou a atenção de autoridades e presentes. Uma ambulância do município parou em frente à instituição, ainda com um paciente em seu interior, e o motorista pediu ajuda aos vereadores e demais pessoas que estavam no local, relatando uma situação que, segundo ele, ocorre com frequência.

De acordo com o motorista, acompanhado por uma servidora municipal, há casos em que não é possível prestar o atendimento adequado a determinados pacientes, especialmente acamados que residem em andares mais altos de prédios. No episódio relatado, tratava-se de um paciente que mora em um apartamento no terceiro andar.

O condutor explicou que a equipe não dispõe de maca apropriada para esse tipo de deslocamento e que, pela função que exerce, não teria obrigação formal de realizar esse tipo de transporte, embora costume auxiliar dentro do que lhe é possível. “Faço isso com o maior prazer para ajudar as pessoas, mas em alguns casos não temos o equipamento adequado nem equipe para auxiliar nessa situação”, afirmou, destacando ainda que, em outras oportunidades, o Corpo de Bombeiros já havia auxiliado em ocorrências semelhantes.

Procurado para comentar o assunto, o capitão Albuquerque, da 3ª Companhia de Bombeiros, esclareceu que não é competência da corporação realizar esse tipo de atendimento de rotina. Segundo ele, os bombeiros, quando acionados, fazem o resgate de pacientes em situações de emergência e os conduzem ao pronto atendimento ou ao hospital, dependendo da gravidade da ocorrência. Após a conclusão do atendimento de urgência, a responsabilidade pelo paciente fica a cargo das instituições de saúde.

A secretária de Saúde de São Ludgero, Valdete Meurer Kuehlkamp, informou que não havia sido comunicada oficialmente sobre o caso em questão, mas disse que iria se inteirar dos detalhes e classificou situações como essa como casos isolados, que poderiam ter sido resolvidos diretamente com a gestão da pasta. Segundo Valdete, a parceria com o Corpo de Bombeiros é de longa data e poderia ter sido acionada de forma administrativa.

“Isso não é via de regra. Em nenhum momento vieram aqui pedir uma ajuda, porque o bombeiro sempre auxiliou, sempre ajudou, bastava uma conversa minha com eles. A gente sempre se ajudou, sempre teve essa parceria. E eu já estou resolvendo essa questão aqui com eles, que não precisaria nem ter chegado lá, ou seja, eles passaram por cima do RT, do coordenador, da gestão, e foram buscar a solução na Câmara de Vereadores. Mas ninguém chegou aqui com a secretária para trazer o problema, sabe?”, afirmou.

No episódio da segunda-feira, um outro servidor público, que estava de folga e acompanhava a sessão na Câmara, acabou se deslocando junto com a equipe para auxiliar na locomoção do paciente em sua residência. O caso expôs a necessidade de alinhamento entre os setores envolvidos e de definição mais clara sobre responsabilidades, fluxos de atendimento e estrutura adequada para o transporte de pacientes com mobilidade reduzida.




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